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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Na floresta....



Fragmentos que ecoam:

"O saber humano é ilusório, como a serração dos campos que se esvai quando o sol se levanta no horizonte!"

"Conquistador entre nós, é aquele que sabe amar!"

"Dá-me a flauta e canta, o canto é a melhor loucura e o lamento da flauta sobrevive aos ponderados e aos racionais."

"A vontade humana é apenas uma sombra que vagueia no espaço do pensamento e o direito dos homens fenece como folhas de outono."

"Dá-me a flauta e canta, o canto é a força do espírito e o lamento da flauta sobrevive ao apagamento dos sóis."

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Coisas que fazem faltar o ar logo cedo....

As vezes fico até receosa para entrar nos portais de notícias em meio ambiente, ou mesmo de abrir meus email's, é cada uma que as vezes penso que estamos puxando água do mar com rodo.... - meu pai já sonhou isso uma vez!rssrsr

Saiu na Folha Online.... em Brasília
Gabriela Guerreiro

Marina Silva pede para Lula vetar MP que legaliza ocupação de terras na Amazônia

Sim, porque aiii sem Marina...
A Senadora Marina Silva pediu hoje ao Presidente Lula uma intervenção para vetar um fragmento da MP que legaliza a ocupação de terras públicas na Amazônia Legal, como a bancada do PT no Senado a apoiou nessa empreitada, ela encaminhou uma carta ao presidente pedindo a revogação de três artigos da MP que trará prejuízos à floresta.
"... mas para que preocupar-se com isso Marina?, é um mundão de mato naquela área...., fala sério...."

Nesta MP, que foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira, há a permissão para a legalização de 67,4 milhões de hectares de terras públicas da União na Amazônia, sendo para doação ou venda sem licitação, até o limite de 1.500 hectares.
Essa medida irá garantir que empresas que ocuparam terras públicas até 2004 tenham direito às propriedades... (inacreditável, a legislação ambiental brasileira ainda vai ser esmagada e reduzida a nada com essas tantas MP's...)
E como se não bastasse.... os donos das propriedades poderão revendê-las após três anos em que houver a concessão de títulos, em casos por exemplo de imóveis médios e grandes (quer ganhar dinheiro?, parece um bom investimentos as terras de lá, não?), já os imóveis pequenos, poderão ser vendidos após dez anos...
O pedido de Marina é para impedir a venda dos terrenos neste período citado e a possibilidade de pessoas que não ocupam diretamente as terras serem beneficiadas. "Um dos artigos amplia extraordinariamente as possibilidades de legalização de terras griladas, permitindo a transferência de terras da União para pessoas jurídicas, para quem já possui outras propriedades rurais e para a ocupação indireta", argumenta Marina.
Outro veto que a Senadora pediu foi ao artigo que facilita a aquisição do terreno, pois basta apenas uma declaração do ocupante da terra(segundo esse artigo da MP) como requisito para sua regularização fundiária, o que Marina quer é que o governo realize vistorias nas propriedades rurais antes de regularizar.
Segundo Marina, a aprovação desta MP pelo Senado representa a "legalização da grilagem" ao não separar "o joio do trigo"....

"O maior problema da MP são as brechas criadas para anistiar aqueles que cometeram o crime de apropriação de grandes extensões de terras públicas e agora se beneficiam de políticas originalmente pensadas para atender apenas aqueles posseiros de boa-fé", afirma Marina.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mosaicos florestais!

Foi realizado uma expedição científica na pequena Ilha de Ipomonga (12 km²) no município de Curuçá, no nordeste do Pará, e os pesquisadores se depararam com uma vegetação característica de mata atlântica em plena Amazônia.
Apesar das espécies encontradas serem do bioma Amazônico, a aparência da floresta se assemelha à mata atlântica devido a alta concentração de epífitas (plantas que vivem sob outras sem causar prejuízos, como orquídeas, bromélias, samambaias e cactos) e também de musgos vivendo em cascas de árvores; essas características não são comuns na floresta Amazônica.
Outro fator observado, foi a presença de plantas caducifólias (que perdem suas folhas na estiagem) o que também não ocorre na Amazônia.
A ilha está localizada à 5km do Oceano Atlântico, sendo banhada por água salgada.
Para saber mais, título hiperlinkado!

Código florestal será debatido em audiência pública de 11 comissões permanentes do Senado

Hoje, 29/04 o plenário do Senado realizará uma audiência pública conjunta das 11 comissões permanentes da casa. Os pesquisadores convidados para o debate foram Gustavo Ribas Curcio e Evaristo Eduardo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi quem solicitou a audiência e a prensença dos pesquisadores.
Diante do percentual autorizado para uso agropecuário que é de 30%, os produtores se encontram em situações de ilegalidade em muitas plantações, como por exemplo nas plantações de café em Minas Gerais, que estão situadas em topos de morros, contemplada pela legislação.
Na matéria publicada em:
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Assuero Veronez “Nenhum outro país segue esse modelo. Na verdade, a propriedade rural não é unidade ambiental, mas sim a bacia hidrográfica. Essa deve merecer a atenção quanto à proteção dos recursos hídricos.”

... será que é por isso que eles já não tem mais florestas e estão desesperados em ficar com a Amazônia???

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fragmentos Florestais e as Espécies

Em uma matéria publicada no site Ambiente Brasil, um estudo aponta para redução de espécies de palmeiras em fragmentos florestais.
As palmeiras, árvores que carregam diversas qualidades, já foi símbolo e nome de nosso país, sendo chamado Pindorama, que em tupi significa "Terra das Palmeiras", certamente há muito mais espécies de palmeiras que espécies de Pau-Brasil no território nacional!
Deixando questões simbólicas para outras discussões, o fato do decaimento do números de palmeiras nos fragmentos florestais é uma questão para se precupar e principalmente avaliar maneiras de frear esse processo, pois muitas espécies dependem dela, pois devido a grande variedade de espécies de palmeiras, quantidade de produção e duração dos frutos destas plantas no decorrer do ano, acabam provendo alimentação rica em nutrientes para muitos animais, inclusive em períodos de escassez de outros frutos na mata.
Para um admirador e amante de palmeiras que conheci há uns anos atrás, as palmeiras no planejamento paisagístico possui tantas qualidades quanto na mata, pois sua forma e tamanho se faz perceber de longe na cidade, inclusive sendo visível do alto dos morros, por cima dos viadutos; além disso podem ser agrupadas sem que se perca a transparência, em uma praça conseguimos ver as pessoas que passam ao lado ou atrás delas, sem dizer a fonte de alimentos para que pássaros retornem à cidades, entre outras....
Pois é, possui muitas qualidades, mas na mata, para que mantenha a sobrevivência de suas gerações depende de leis naturais que neste caso é a coexistência (e o homem, apesar de ignorar este fato, também é regido por elas), ou seja as espécies dependem umas das outras, das relações entre elas e das relações com o espaço, e um impacto em qualquer um destes seres ou espaços, balança a rede, podendo desequilibrar todo um sistema.
No caso dos fragmentos florestais, isso é muito fácil, dado que animais do topo da cadeia alimentar não conseguem sobreviver em espaços pequenos, e a ausência destes desequilibram todo o sistema.
E pelo que sugere os estudos citados na matéria do site Ambiente Brasil, é exatamente isto que está ocorrendo com as palmeiras.
Os coquinhos (nome popularmente dado aos frutos das palmeiras) antes de caírem são atacados por besouros, que se alimentam das sementes do estágio larval até virarem adultos, e um grande número destes frutos são atacados.
As cotias e os esquilos, são os animais responsáveis por salvarem algumas sementes e levá-las para longe da planta mãe. Ao carregarem os frutos, acabam enterrando alguns para se alimentarem posteriormente e acabam esquecendo, fazendo assim o importante papel de dispersores destas espécies.
Porém a cotia está perdendo território com a fragmentação florestal, e ela precisa de no mínimo 5 hectares de mata para sobreviver, o que acaba muitas vezes (somando a grande procura deste animal por caçadores) excluindo estes animais dos "restos florestais", e consequentemente levando espécies como as palmeiras, ao declínio.
O equilíbrio das relações florestais dependem direta e indiretamente da interferência humana, ou seja da inteligência ou da ignorância de nossa espécie.