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domingo, 7 de fevereiro de 2010

O homem que cultivava água!

Este post foi copiado na íntegra com a permissão do blog "Tudo sobre plantas"
E não foi a toa que optei por colocá-lo integralmente aqui, basta ler para entender, trata-se de uma história linda de amor, conexão e observação dos padrões da Natureza!
Em brincadeira com uma amiga, também permacultora... eu disse: "O Bill Mollison deve ter feito o curso de permacultura com ele...rsrsrsr" - Ela então caiu na gargalhada e concordou!!
Então, fica o convite para saborear a história:

"Viajando pelo sul da África neste verão (1995) ouvi falar de um homem que cultivava a Água.

Parti à procura sem idéia clara do meu rumo. Me encontrei num ônibus folclórico abarrotado atravessando ruidosamente o interior do sul de Zimbabwe a uns 30 km por hora.

A paisagem era bela: colinas suaves de capim amarelo em terra vermelha, com moitas de arvores retorcidas, às vezes em forma de guarda-chuva. Cochilei até, nove horas depois, chegarmos na região mais seca de Zimbabwe.

Do topo da colina de vegetação semidesértica avistamos uma campina imensa de colinas onduladas cobertas de capim seco e afloramentos de granito; poucas árvores. Lembrei da campina aberta do sudoeste de Arizona. De fato, tudo era coroado por um céu azul límpido como aqueles que do sudoeste árido dos EUA. O ônibus adentrou vagarosamente a capina seca e parou no lugarejo de Zvishavane. Aqui mora o cultivador de água.

Enquanto o sol se punha, procurei um lugar para estender o saco de dormir, e adormeci. Na manha seguinte, peguei carona com a diretora do CARE Internacional. Ela me levou a uma fila de casas térreas. Uma destas era o escritório simples do Projeto de Recursos de água de Zvishavane (Zvishavane Water Resources Project (ZWRP). Lá, na varanda, estava sentado o cultivador de água, lendo a Bíblia.

Na minha chegada ele se levantou com um sorriso enorme e saudações cordiais. Aqui, finalmente, estava Sr. Zephania Phiri Maseko. Ao descobrir a distância que eu percorrera, ele desatou a rir maravilhosamente. Me contou que ultimamente chegam visitantes de todos os pontos do globo, quase diariamente. Mesmo assim, cada um é uma surpresa.

No jipe atravessamos a solavancos as estradas de terra erodidas rumo ao seu sítio, enquanto Sr. Phiri falava, ria, e gesticulava, contando infindáveis analogias e histórias poéticas. A melhor de todas é a dele.

Em 1964 foi dispensado do seu emprego na ferrovia por estar politicamente ativo contra o governo branco rodesiano. O governo alertou que nunca mais trabalharia em nenhuma função. Tendo que sustentar uma família de oito, Sr. Phiri recorreu as duas coisas que tinha: uma propriedade familiar de 3 hectares, e a Bíblia.

Ele não usa a Bíblia somente como guia espiritual - usa como manual de jardinagem. Ao ler a Gênese, viu que tudo de que Adão e Eva precisavam era suprido pelo jardim de Éden. ” Assim”, pensou, “preciso criar meu próprio Jardim de Éden”. Mas se deu conta que Adão e Eva tinham os rios Tigres e Euphrates na sua região. Não tinha nem sequer um riacho intermitente. “Então,” pensou Sr. Phiri, “preciso também criar meus próprios rios. ” Ele fez ambos.

O seu sítio fica nas encostas de uma colina, voltado p/ N-NE (lembrando que este é o hemisfério sul). No topo da colina há um afloramento grande de granito onde a água das enxurradas escorre livremente. A precipitação anual media é de 570 mm ( um pouco acima de 22 polegadas), mas como ele, aponta, é uma média baseada em extremos. Muitos anos são de seca, quando a terra tem sorte se recebe 12 polegadas ( 270 mm) de chuva.

No começo era muito difícil desenvolver as culturas, muito menos lucrar delas, devido às secas freqüentes e falta total de equipamento ou capital para irrigar a partir do lençol freático.

Ele dedicou tempo observando o que acontecia quando de fato chovia. Em pequenas depressões e no lado superior das rochas e das plantas, a umidade do solo durava mais do que em áreas onde a água escoava livremente. Assim começou a auto-educação e o trabalho de coleta de água de chuva. Ao longo de 30 anos Sr. Phiri criou um sistema sustentável que preenche todas as suas necessidades em água, só com a chuva.

“Tem que começar a captação no alto, e sarar as voçorocas jovens antes das velhas e profundas rio abaixo,” diz Sr. Phiri. Começando no topo da divisória de águas ele construiu muros de pedra seca aleatoriamente mas nas linhas de contorno. Tendo funções similares aos gaviões [cestas quadradas de arame preenchidas de rochas utilizadas para captar água e sedimentos em grandes vossorocas, NT ] , estes muros diminuem a velocidade do fluxo de água de tempestades , que atravessa lentamente os espaços entre as pedras. Assim amansa-se o fluxo de água saindo da redoma do afloramento de granito, direcionando-a para reservatórios permeáveis, que, como tudo na propriedade, foram construídas com ferramentas de mão e o suor de Sr. Phiri e suas duas esposas.

O maior dos dois reservatórios ele chama o seu centro de imigração. “É aqui que dou as boas-vindas para a água em minha propriedade e depois a direciono para onde residirá no solo” , ele explica, rindo. “O solo,” explica, “é como uma lata. A lata precisa segurar toda a água. Vossorocas e erosão são como buracos na lata que permitem que a água e a matéria orgânica escapem. Estes precisam ser tapados.” O ” centro de imigração” serve também de medidor de chuva, porque sabe que se encher três vezes durante uma estação, infiltrou chuva suficiente ate o lençol freático para durar dois anos.

O reservatório menor direciona a água via uma manilha para uma cisterna livre de ferro-cimento que alimenta o quintal durante as secas. Tem outra cisterna de ferro-cimento, sombreada por um pé de maracujá luxuriante, que capta a água do telhado. Alem destas duas cisternas , todas as estruturas de captação de água na propriedade visam infiltrar a água no solo o mais rápido possível.

Perto da casa ha uma pia externa onde as águas servidas escoam para uma cisterna subterrânea, forrada de pedras secas, onde a água rapidamente se infiltra. Do topo da divisória de águas ate o fundo existem varias estruturas para a captação de água como represas de retenção, gaviões, terraços, valas de infiltração (”swales”), e “covas de fruição”.

O governo colocou valas de escoamento na região toda muitos anos atrás, mas feitas fora das linhas de contorno, para acabar com a erosão em laminas, levando a água das tempestades para um dreno central. O problema de erosão resolveu-se, mas as terras acabaram sendo roubadas da sua água. Assim, Sr. Phiri cavou grandes “covas de fruição” de 10x6x4 pés no fundo de todas as suas valas. Quando chove, a água enche a primeira cova e o excedente enche o seguinte, continuando assim até os limites da propriedade. Muito depois do fim da chuva, a água continua nas covas, infiltrando no solo.

Em volta das covas capins grosseiros são cultivados para controle de erosão, para cobertura das casas, e venda. Muitas árvores frutíferas vigorosas foram plantadas por Sr. Phiri ao longo dessas valas para fornecer alimentos, sombra, e quebra-ventos. São alimentadas estritamente pelas chuvas e o lençol freático, que vai se aproximando da superfície.

Como Mr. Phiri explica: “Cavo valas e covas de fruição para plantar a água para que possa germinar em outro lugar.” ” Ensinei o meu sistema às árvores,” continua. “Elas entendem-no e à minha linguagem. As coloco aqui e digo ‘Olha, a água esta aqui. Vão a procura.” Nenhuma bacia nem divisória para segurar ou negar a água é colocada em volta delas; as raízes são encorajadas a se esticarem e encontrar a água.

Uma mistura diversa de culturas não híbridas como abóbora, milho, pimenta, beringela, taboa para cestas, tomate, alface, espinafre, ervilha, alho, feijão, maracujá, manga, goiaba, e mamão, juntamente com arvores nativas como matobve, muchakata, munyii, e mutamba são plantadas entre as valas.

Esta diversidade oferece segurança alimentar porque na falha de alguma cultura devido a seca, doença, ou praga, outras sobreviverão. A utilização de culturas não híbridas garante que Mr. Phiri possa colecionar, selecionar, e utilizar as suas próprias sementes de um ano para outro.

Ha uma abundância de plantas fixadoras de nitrogênio. Guandu é um exemplo, e serve também para forragem e cobertura morta. Sr. Phiri percebeu que solos fertilizados quimicamente não infiltram nem seguram água muito bem. Como diz: “Você aplica o fertilizante um ano, e não no ano seguinte, as plantas morrem. Você aplica esterco e plantas fixadoras de nitrogênio uma vez, e as plantas continuam a prosperar vários anos em seguida. Solo fertilizado quimicamente é amargo.”

Os alimentos e as frutas que Mr. Phiri produz estão longe de serem amargos. Ele tem sido generoso na sua abundância, dando mudas de arvores para quem quisesse. Infelizmente, como ele mesmo aponta, a maioria das arvores que ele doa morrem se não foram implementadas as técnicas de coleta de água antes do plantio. Ele propaga as arvores em sacos velhos de arroz e grãos perto de um dos poços a céu aberto no fundo da propriedade.

Ele descreve os poços com outra analogia: “A água é como o sangue — é sempre atraída à ferida. As vossorocas são feridas. O sangue vai até a ferida para saná-la. Se faz com gaviões e valas de infiltração onde a vossoroca se enche de solo fértil.” Com este conhecimento Mr. Phiri cavou três poços no fundo da sua propriedade sabendo que a água coletada no seu terreno se infiltraria no solo e acharia seu caminho até as feridas no fundo da propriedade.

O solo é sua bacia de captação. No tempo da seca, os poços dos vizinhos secam (mesmo os mais profundos do que os dele) mesmo assim os seus poços sempre contêm água “em que posso mergulhar os dedos”, porque ele repõe de longe mais água dentro do seu solo. Com a exceção de um poço que é forrado e munido de uma bomba manual para água de uso doméstico, os outros são forrados com pedras secas. “Estes poços” ele explica, “são aqueles do homem generoso. A água vem e vai como quiser, porque , como você vê, no meu terreno ela se encontra em todo lugar.”

Em tempos de seca severa, Sr. Phiri tira água destes poços para irrigar culturas anuais nos campos vizinhos. Ele utiliza uma bomba conhecida como Shaduf Egipcio, que não passa de uma bomba manual que utiliza um pneu velho de trator para bombear a água. Uma manivela abre e fecha a bexiga (o pneu) como um acordeão, criando a sucção necessária.

Um brejo natural luxuriante se encontra abaixo dos poços no ponto mais baixo da propriedade. Aqui Sr. Phiri pratica piscicultura em três reservatórios. Conforme os dois menores vão secando, os peixes são coletados ou realocados ao grande.

É aqui onde Sr. Phiri instalou uma plantação densa de bananeiras! Terras secas de todo lado, mas na sua propriedade uma floresta de bananeiras! Cana de açúcar, taboa, e capins como capim elefante também são plantadas nos embancamentos para segurar o solo.

O gado se beneficia desta vegetação densa, plantadas para filtrar a água antes que entre no reservatório. Esta forragem nobre é reservada para as vacas prenhas. No começo Sr. Phiri teve de ir a três audiências por violar as leis que proíbem cultivo no brejo. Eram leis do tempo colonial. Finalmente, na terceira audiência, ele conseguiu convencer o juiz a visitar a sua propriedade. Ao ver o trabalho feito, o juiz arquivou a denúncia na hora.

No solo deste sítio fluem os rios “Tigris e Euphrates”; os reservatórios são o local onde afloram. O ciclo do Jardim do Éden do Sr. .Phiri, que começa a ser percebido depois de 30 anos obscuros e às vezes de desprezo, continua a crescer. Das últimas três décadas ele diz: “Claro, é um processo lento, mas é a VIDA. Lentamente implemente os projetos, e conforme a sua vida comece a rimar com a Natureza, logo outras vidas começam a rimar com a sua.”

Em conjunto com a ONG que criou, O Projeto Zvishavane de Recursos Hidricos ele espalha suas técnicas. Influenciou a CARE Internacional na sua região ao ponto que, em vez de distribuir alimentos, eles agora implementam os seus métodos para que as pessoas possam plantar seus próprios alimentos.

Ele tem visitado escolas onde os professores estavam em greve devido à falta d’água e às condições difíceis em sala de aula empoeiradas e sacudidas pelos ventos. Ele ensinou os professores e estudantes a colher a água da chuva, e juntos transformaram as escolas em jardins luxuriantes, eliminando o motivo de greve. “Lembre que as crianças são as nossas flores, “diz Sr. Phiri, “dê-lhes água, que crescem e dão flor.”"

O projeto de Mr. Phiri trabalha localmente (uma grande razão do sucesso) . Mesmo assim o Projeto sempre precisa de fundos. Se você gostaria de ajudar, escreva ao Sr. Zephania Phiri Maseko:

Zepheniah Phiri
The Zvishavane Water Project
P.O. Box 118
Zvishavane, Zimbabwe
Phone: 263 51 3250

GerminAções!

A artista e ativista ambiental Floriana Breyer espalha vegetação nos viadutos de São Paulo, como forma de expressão de sua arte, movimento, ação!

Um meio de poetizar a sustentabilidade!

Vale muito a pena conferir o vídeo deste blog:
http://estudodecasa.blogspot.com/2009/05/laboratorio-de-sustentabilidade.html
Nele, Floriana apresenta a reestruturação que implementou em seu apartamento, ótimas idéias inclusive para Ctrl-C / Ctrl-V !!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Carta do Chefe Seattle

No ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".
O texto da resposta do Chefe Seatlle, tem sido considerado, através dos tempos, um dos mais belos e profundos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio ambiente.


"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.

Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós.

O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.

Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.

Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.

E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir.

Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.

Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam."

Onde está o arvoredo? Desapareceu.

Onde está a águia? Desapareceu.

É o final da vida e o início da sobrevivência.

* Meu primeiro contato com esta carta foi em tenra idade, há pelo menos 18 anos atrás...
é incrível o poder que tal mensagem possui de emocionar, e quanto me ensina cada vez que releio!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Compostagem urbana!



Esse é um maravilhoso exemplo de que dá para tratarmos do nosso lixo orgânico em pequenos espaços!

As imagens acima são de um amigo, mais conhecido como Rafão que conseguiu convencer sua mãe à introduzir a técnica em um apartamento!
Além da importante iniciativa, ele demonstrou criatividade no uso dos materiais como os baldes e a fantástica instalação de uma "torneirinha" para a retirada do chorume!!!
E não acaba por aí... como o Rafael mora em um prédio e a demanda por adubo é muito pequena, sabem o que ele faz como a produção da composteira?
Caminha pelas ruas do entorno em busca de praças, onde ele deposita o adulbo ao redor das plantas!
Parabéns Rafa pela iniciativa e pelo bom exemplo!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Impressões do ll Fórum Internacional de Sustentabilidade e Comunicação (Parte II)

Continuando os registros deste Fórum (para quem não viu, tem um post do dia 20/05 que comentei mais sobre...), agora comentando o 2º dia do evento... antes tarde do que nunca!
Começando com Mohan Munasinghe - Prêmio Nobel da Paz de 2007. Intelectual do Sri Lanka, reconhecido internacionalmente como um especialista em energia, desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas. Vice-presidente do IPCC (Intergovernmetal Panel on Climate Change).
Discorreu sobre a crise econômica e divulgou os seguintes dados:
* Foram desembolsados 4 trilhões de dólares para salvar os bancos!
* 100 bilhões de dólares por ano, é o quanto se gasta para o combate a pobreza, ou seja 1/4...
* e bem menos que 1/4... de todo este valor se aplica em favor a redução das emissões de carbono, mitigações ao combate do aquecimento global... se é que dá pra combater....
....como disse Mohan "a questão são as prioridades", é obvio que dá pra reduzir as emissões, é claro que dá para fazer algo rumo à um desenvolvimento sustentável, somente não é prioridade!
Como ele disse... o pior é que.. os mais afetados com o aquecimento global serão os mais pobres.
Ah... uma observação, ele utiliza MindMaps nas suas apresentações!!! legal :)
Outras pérolas:
* Agir hoje para tornar o desenvolvimento + sustentável --> 1 passo de cada vez!
... parece algo bem simples, mas que muitas pessoas encontram grande dificuldade de implementar, as vezes quer as condições perfeitas, ou agrupar ações, enfim sempre buscamos "complexar"... ao invés de simplificar! - atitudes humanas!
* "Estamos" excessivamente preocupados com a prosperidade econômica!, eis uma verdade!
Outro assunto que ele discorreu, foi a questão do Capital Social, onde ele classifica como a "cola que une as pessoas"! Para elucidar o que ele queria dizer sobre isso, vou comentar alguns exemplos que ele deu:
Comentou sobre a diferença das catástrofes ambientais que acometeram o Sri Lanka e Nova Orleans, dizendo que a maneira que estes povos se recuperaram em diversos aspectos (emocionalmente, espiritualmente, cognitivamente, etc e tals...) está totalmente relacionado ao capital social, dizendo que o Sri Lanka se recuperou muito mais rápido do que Nova Orleans, pois possuem esta cola!
Disse ainda que o Brasil possui esta cola, que é o que muitas vezes chamamos de calor humano, de acolher as pessoas... certamente isso faz diferença!

Bom!!!, agora com a palavra... Senadora Marina Silva (eu sou fã dessa mulher!)
Deixando minha admiração de lado (tentando deixar...), é incrível como Marina Silva consegue inflamar todos em seu discurso, ótima retórica, inteligência sagaz e militante da gema!, em cada pauta que ela concluía, só se ouvia aplausos, assovios e ao fim do debate todos levantaram com sorrisos largos para saudá-la!
Mas Marina iniciou o debate defendendo a proteção das culturas indígenas, comentando que a crise ambiental é vista com muita simplicidade por muitos, não é só floresta, animais... é sistema, são culturas e culturas indígenas que vivem destes sistemas, e que infelizmente, junto com as florestas, estamos dizimando nações indígenas inteiras (como se isso já fosse prática nossa que vigora já há um tempo!).
Disse com emoção que temos mais de 200 povos indígenas que falam mais de 200 línguas diferentes, comentando do quanto já perdemos e continuamos a perder em conhecimento em apoderamento cultural se pudéssemos manter essas culturas vivas. Falou ainda, "imaginem se os povos Incas, Maias ainda vivessem aqui, nos dias de hoje, se pudéssemos aprender com eles, quanto isso nos auxiliaria no crescimento pessoal, espiritual, cultural?
E o que essas centenas de tribos hoje ameaçadas pelo nosso consumo insano não tem para somar nisso tudo?, mas se nós de fato extinguirmos essas nações, nossos filhos, nossos netos não irão dizer isso que hoje nós pensamos sobre as nações antigas?..., dizendo o quão bom seria se essas tribos ainda existissem?"
"Precisamos aprender a acolher as diferenças!"
Não temos a dimensão do quanto podemos aprender com um convívio pacífico, harmonioso, equilibrado.. e podemos (e já perdemos) perder muito com isso!
Ela também falou das dimensões da sustentabilidade, que comumente se divide em 4 dimensões:
* Dimensão de Sustentabilidade Econômica
* Dimensão de Sustentabilidade Social
* Dimensão de Sustentabilidade Ambiental
* Dimensão de Sustentabilidade Política

Mas ela diz que pra ela faltam outras três e acrescenta:
* Dimensão de Sustentabilidade Estética
* Dimensão de Sustentabilidade Cultural
* Dimensão de Sustentabilidade Ética
- essa, orientadora de todas as outras!
Diz ainda que precisamos criar Líderes multicêntricos para processos multicêntricos, que devemos substituir o fazer para as pessoas pelo fazer com as pessoas!, e que devemos ter um compromisso (essa é para todos, mas em especial para os líderes políticos que fazem de suas administrações um mandato de desenvolvimento do ego!) com a criação de plataformas duradouras!

Sabe que após eu participar de algumas falas presenciais da Senadora, eu pensei (já havia pensado isso outras tantas vezes, mas desta vez com mais exame)... bem que ela poderia ser a nova Presidente do Brasil!, não a Dilma, que se deixar vende a mãe junto com a floresta pra arrecadar mais $ e crescer!!!, me surpreendi essa semana com essa campanha "Marina Silva Presidente" - aderi!

Neste Fórum houveram outros participantes, dos quais eu não comentei aki, porém houveram discursos bastante importantes e calorosos, mas decidi blogar aquilo que tocou dentro, tocou fundo em mim!
Para quem não esteve por lá, uma sucinta, mas bem sucinta idéia do que aconteceu por lá - do meu ponto de vista, é claro!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Impressões do ll Fórum Internacional de Sustentabilidade e Comunicação

Aconteceu nos dias 6 e 7 deste mês um encontro de alguns nomes importantes nas discussões acerca de sustentabilidade ambiental.
Estive por lá e minha percepção foi a de que os movimentos para a sustentabilidade estão de fato crescendo e tomando proporções importantes, no quesito práticas ainda tímido porém, é uma tendência.
Como disse a Senadora Marina Silva, estamos participando de um momento histórico para a humanidade e a estrada na qual nos encontramos chegou a um ponto de bifurcação, onde temos que fazer uma escolha, qual caminho seguir?... uma trilha?, um atalho?, qual sentido devemos tomar para contribuir ou não com nossa existência no planeta, pois para quem pensa que a crise ambiental global é um problema para as florestas, animais e tals está muito enganado, talvez nem saiba o quanto...
Houveram participações infelizes neste fórum também, é claro... (evidente que este é o meu ponto de vista!) mas foi importante ver as diferenças, refletir sobre elas.
Mas este não é o principal motivo deste post..., e sim teclar "positivo", dentro das possibilidades!!!
O que quero registrar aqui, são impressões, memórias de falas que me foram especiais, de pessoas especiais; evidente que a emoção, o sentimento vivenciado é impossível eu conseguir expressar em palavras, mas vai aqui uma tentativa de registrar na memória da web!

O primeiro palestrante foi o intelectual colombiano Bernardo Toro, conhecido como um inovador em análises e reflexões sobre a educação na América Latina entre outras coisas mais...
Dentre tantas coisas ditas e não anotadas... argh! eu registrei isso:
* Somente o silêncio dá existência à palavra, e é com ela que criamos mundos!
--> isso foi nada mais, nada menos, uma frase um tanto expansora de consciência! - para mim, é claro!
Quando falava sobre o aquecimento global, destacou a questão da solidariedade, da hospitalidade que serão tão necessárias num futuro próximo, concluindo que:
* "o aquecimento global irá mover um grande número de pessoas; haverá muitas emigrações e a hospitalidade dos povos é o que pode fazer a diferença nestes tempos!
... de fato, foi algo em que "eu" ainda não havia refletido... daí pensei, nossa! é mesmo real isso, catástrofes ambientais = emigrações, se os países tiverem uma postura egoísta, muitos povos estarão numa situação bem crítica, de abandono.... como já é em alguns lugares com relação a crise da água que assola mundos afora (adentro)...

A segunda pessoa a falar, nada menos que Danah Hohar, física e filósofa do MIT, pós graduada em filosofia e religião na Harvard University, professora do Programa de Liderança Estratégica na Universidade de Oxford.
Dentre tantas e tantos comentários, discussões.. disse:
- As crises sempre trazem possibilidades, pois nos obriga a agir!
Nada de extraordinário e algo que já não tivesse ouvido antes, a questão da frase era o momento e o contexto, como emoção não se registra, se sente... essa frase fica comigo! rsrs
De novo... Danah compartilha de 12 princípios de inteligência espiritual que vou postar aki:

1º Uso positivo da diversidade (sair do fatalismo, da vitimização);

2º Autoconhecimento (oq. me faz sair da cama?, quem eu sou?, porque sou?, o que quero e porquê?);

3º Humildade (somos a espécie mais arrogante da existência!) --> mas no meu ponto de vista de cientista - talvez arrogante rsrsrrsrrsrs - somos a única espécie capaz de ser arrogante...;

4º Compaixão (sentir com as pessoas, --> "necessário muito cuidado nisso, pois há pessoas que não estão preparadas pra isso... visão pessoal", sentir com um) - eu carrego comigo a evolução das estrelas, de todas as existências... < acho que já ouvi isso em algum lugar :) - algo como: a informação do micro está no macro e a informação que está no macro, encontro no micro...>);

5º Servir, comprometimento (fidelidade, excelência);

6º Espontaneidade (viver agora, deixar a bobagem de lado --> "essa foi ótima", ir de forma nova para cada relacionamento!);

7º Holístico (não há gaps, a forma que vc. vive vai influenciar a minha vida --> "também acho que já ouvi algo bem parecido, tipo... impossível tocar uma rosa sem mover uma estrela!");

8º Perguntar profundamente (pq devo fazer?, pq tem esse resultado?, pq?, pq vc. acha que sabe mais que eu?, seja subversivo!) - segundo Danah... perguntas são infinitas, respostas são finitas!;

9º Reformular, mudar paradigmas! (posso ver isso de uma perspectiva diferente?);

10º Habilidade de ir contra a população "massa" (não ser "maria-vai-com-as-outras --> "o mundo está cheio disso"), lutar pelos próprios princípios, não ter medo de ser "impopular"!;

11º Celebração da diversidade (graças a Deus que vc. é diferente de mim, que me questiona, faz pensar!);

12º Sentido de vocação - propósito!

O terceiro e não menos caloroso a falar foi Ferréz - autor dos livros "Capão Pecado", "Manual Prático do Ódio" e "Fortaleza da Desilusão", nascido e criado no Capão Redondo, ligado ao movimento hip hop, fundou a marca 1DASUL - marca própria de roupa produzida no bairro.

Tantas foram as falas que marcaram esse discurso, mas foi uma pergunta que me fez pensar... quem foram os grandes escritores da sua vida?, quem foi que vc. leu, que mudou o curso da história?, me fez pensar, e rapidamente anotei, recordei e aqui vou registrar:
* Noam Chomsky;
* Aldous Huxley;
* Fritjof Capra;
* Depak Chopra;
* Paulo Freire.
... estes foram os nomes que me surgiram em milésimos de segundos, existem outros importantes, mas estes foram, são!, fundamentais!!!

voltando à Ferréz... disse sobre sua revolução do pensamento pela indignação e como utilizou esse modo de visão para atuar em várias frentes, da escrita à ação social!

Bom... por hoje é só... senão fica muito extenso... quer dizer... já éh!
amanhã continua!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

"Xixi no banho!!!"

Campanha muito interessante sobre pequenos atos de grande valor!
Dê um click no título e confira!, ah... e divirta-se com a animação!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Google Verde!

Uma das notícias mais cômicas e ao mesmo tempo séria que ví nos últimos tempos!!!
O google anunciou a contratação de 200 caprinos, para aparar a grama da sede da empresa em Mountain View, Califórnia (EUA).
A alternativa está sendo implementada para substituir os barulhentos cortadores de grama, que além disso "gastam combustível e poluem o ar", diz o comunicado.
Há um cachorro da raça border collie que faz o trabalho de monitoramento dos bodes e cabras, garantindo que o "trabalho seja feito".
* Os animais são da California Grazing, uma organização que defende essa prática ecológica e tem cerca de 800 bodes.

terça-feira, 28 de abril de 2009

ll Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade

O II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade pretende dar continuidade à promoção da troca de informações entre os três setores - governo, instituições privadas e sociedade - sobre o papel educativo da comunicação para a compreensão do conceito da sustentabilidade. O evento acontecerá nos dias 6 e 7 de maio, no Palácio das Convenções do Anhembi.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Os jovens e o desenvolvimento sustentável

Marina Silva fará a conferência de abertura de seminário na USP
Na Segunda-feira dia 13 de abril, às 14h, acontece o seminário "Os Jovens ante o Desafio do Desenvolvimento Sustentável", que será aberto com a conferência da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente.
O evento será realizado no Anfiteatro Camargo Guarnieri da USP (Av. do Anfiteatro, 109, Cidade Universitária, São Paulo).
Terá como referência o livro "Desenvolvimento Sustentável: Que Bicho É Esse?" (Autores Associados, 2008), de José Eli da Veiga, professor do Departamento de Economia da FEA-USP, e Lia Zatz, autora de literatura infanto-juvenil.
O público-alvo do encontro são professores do ensino médio e do ensino fundamental II e estudantes de licenciatura.
Segundo Eli da Veiga, "embora já exista amplo consenso retórico de que tornar sustentável o processo de desenvolvimento é o maior desafio a ser enfrentado, ainda é demasiadamente precária a compreensão desse novo valor, que só emergiu no final do século 20. Por isso, mesmo os educadores mais propensos a provocar reflexões sobre o tema encontram imensas dificuldades operacionais" . Essa foi a motivação central dos autores para produzir esse livro voltado aos jovens.
Maria Clara Di Pierro, professora da Faculdade de Educação da USP, será a moderadora do debate que acontecerá depois da conferência da senadora. A coordenação do seminário é de Eli da Veiga.
INSCRIÇÕES:
Para participar do seminário é preciso se inscrever com mensagem para http://br.mc514.mail.yahoo.com/mc/compose?to=sedini%40usp.br a partir do dia 2 de abril.
VIA WEB:
Quem não puder acompanhar o evento no anfiteatro poderá assisti-lo ao vivo em
www.iea.usp.br/aovivo

sexta-feira, 25 de julho de 2008

NBR 16001 no CAMP SBC

Os mais novos aprendizes do CAMP SBC (Centro de Formação e Integração Social) iniciaram as aulas com o desafio de entender o processo de normatização pela qual a instituição está passando e a partir do entendimento dos grupos, apresentar trabalhos temáticos.

Na terça-feira, dia 22 alguns professores apresentaram a NBR (Norma Brasileira de Regulamentação 16001 - Requisitos para sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica) e eu concluí a apresentação iniciando a discussão dos três eixos da sustentalidade abordada na NBR e depois passei um videozinho chamado a história das coisas:

http://video.google.com/videoplay?docid=-3412294239230716755&q=a+hist%C3%B3ria+das+coisas&ei=LWhuSOS8AZPyjgKKzZn4BA

e encerramos com a discussão do vídeo e cada grupo recebeu um tema para desenvolver e apresentar hoje, ou seja dois dias depois!!!

este é um dos vídeos produzidos!, e apesar de algumas confusões de entendimento demonstrado nas produções dos trabalhos, eles demonstraram que grande parte da mensagem foi captada, e se expressaram da forma que assimilaram toda essa informação!, e com relação as confusões de entendimento... não é pra menos, um assunto tão complexo ser desenvolvido em apenas dois dias....

http://br.youtube.com/results?search_query=nbr+16001+no+camp&search_type=&aq=f

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Texto bom de ler!

Leitura muito interessante que aborda de maneira abrangente a questão do ético e sustentável:

Ético e Sustentável – o compromisso com o bem comum
Regina Migliori (*)

"Ética não é sinônimo de lei, nem de moral. Lei é regra que vale pra todo mundo. Moral é um conjunto de costumes vigentes na época. Há quem acredite que seguindo regras, cumprindo leis, será ético. Mas nem sempre o legal é ético. Diante de leis injustas ou de regras descabidas, ser ético é justamente contrariar a lei, propor novas regras. Há também os que se acomodam na condição de que "faço o que todo mundo faz". Nem é preciso dizer que um erro não justifica outro. Há ainda os que afirmam "só faço o que é certo". Certo na opinião de quem? Muitas vezes, ser ético é contrariar o status quo, os costumes e a moral vigente. É transformar inclusive o que se considera bom, seja sob a ótica individual ou coletiva."

Para ler o texto na íntegra: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=39599

* É diretora da Migliori, empresa de consultoria estratégica. http://www.migliori.com.br/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Seria mais uma piada da PNRS???

...... será que a Política Nacional dos Resíduos Sólidos será aprovada antes de completar a maioridade?, pois há 17 anos esperando aprovação, parece brincadeira......rrsrrrsrsr de caracol....

Política para resíduos sólidos será apresentada na conferência das cidades

O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Luciano Zica, apresenta nesta quinta-feira (14) aos delegados da Conferência Mundial de Desenvolvimento das Cidades, reunidos em Porto Alegre (RS), o projeto de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tramita desde o ano passado no Congresso Nacional. Palestrante convidado, Zica vai focar sua exposição na importância do debate e da aprovação da Política que, segundo ele, foi construída em harmonia com a Lei dos Consórcios, a Lei do Saneamento Básico e a Lei de Crimes Ambientais e completará o arcabouço legal da sustentabilidade ambiental no País.

mais +++: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=36404