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domingo, 16 de agosto de 2009

Reciclagem do Lixo Eletro Eletrônico: Falando sério!

É de "encher os olhos" ver tantos avanços nas tecnologias e a diversidade de objetos tecnológicos criados a cada segundo...
Como diria André Benedito, um amigo biólogo: "Mas o homem já chegou na Lua e ainda não sabe fazer isso?", e esse "fazer isso" é qualquer coisa, afinal.... o homem já chegou na Lua, mas ainda não resolveu o problema do lixo, chegou lá e ainda desperdiçamos os recursos como se brotasse em um pé qualquer de árvore... e um tanto de outras coisas, que se fôssemos listar, é uma "infinidade" de coisas que não foram feitas...., resolvidas, e em contrapartida um tanto de outras coisas criadas, muitas delas, necessidades que não sabíamos que tínhamos até que alguém a criou... é... somente uma questão de prioridades!

Evidente que para falarmos de lixo, antes mesmo de falar de reciclagem, temos que nos fixar nas mudanças dos padrões de consumo, isso já estava previsto na PNRS (Política Nacional dos Resíduos Sólidos), que foi escrita há 18 anos atrás (mas que ainda não foi aprovada, mesmo depois de ter passado para a maioridade, neste caso.... maioridade do descaso político), pois a reciclagem é efêmera se não tirarmos o pé do acelerador do consumo, pois esta só consegue resolver uma pequena, mas bem pequena parcela do problema, como diriam os antigos.... "o buraco é bem mais em baixo!, e direcionando este dito popular pra questão dos eletrônicos, o buraco é ainda mais fundo... afinal os equipamentos eletrônicos são constituídos de diversos materiais perigosos, como metais pesados, por exemplo, os computadores podem conter até 17 tipos diferentes de metais altamente tóxicos para saúde humana e do meio ambiente.
Considerando somente este fato, que não é o único problema que foi abordado nesta oficina, já temos uma "batata quente", porque levando-se em consideração que a destinação normal dos resíduos no Brasil é ineficiente e que a realidade de aterros sanitários (espaços adequados para o lixo) compreende uma pequena porcentagem, não alcançando nem 25% na média nacional!
É claro que na região sudeste o cenário muda um pouco subindo para 40% de aterros sanitários, o resto, no sudeste e em todo o território nacional, temos uma mistura de aterros controlados (lixão que foi adaptado para reduzir o impacto ambiental causado pela degradação do lixo, porém continua poluindo, mesmo que em níveis menores) e lixões (terrenos abertos, sem nenhum tratamento especial para receber lixo, altamente impactante para o meio ambiente, em consequência para a saúde pública).
Agora imaginem o cenário: Lixo eletrônico (metais pesados, altamente cancerígenos) X Lixões (espaços abertos de lixo altamente impactantes) = ?

Certo!, mas e o que nossos representantes no governo podem fazer para auxiliar a resolver o problema, se é que eles conseguem tirar a "cabeça da Lua...", ações como educar, legislar, fiscalizar já era um bom começo... porém... lembra da lei que está na geladeira há 18 anos? então, resolveram colocar ela pra finalmente aprovada!!!, mas tem um grande detalhe (que já sabíamos ser o grande inconveniente que tanto atrasou sua aprovação), tiraram o capítulo que trata da questão dos eletro eletrônicos....
Seria porque transfere a responsabilidade da destinação correta destes materiais aos fabricantes?, teriam as grandes montadoras de eletroeletrônicos algum interesse em segurar a aprovação desta lei pelos 18 anos decorridos?, ou ainda pela retirada deste artigo?, porque agora que tiraram este "detalhe" resolveram votar?, qual é a relação entre os políticos legisladores, o então nossos representantes a ver com as necessidades das instituições privadas?
Quem é que decide por nós?, nós?, os políticos?, os empresários?
É claro que já sabemos a resposta, mas daí tudo bem?, fica do jeito que está?, não é hora de se mexer?
Tem um movimento na internet que está tentando alavancar assinaturas para um manifesto direcionado para estes legisladores, para dizer que nós não estamos de acordo com isso, e queremos o artigo que trata dos eletrônicos de volta na PNRS!
Participe!, afinal esta tecnologia pode ser usada pra isso também!
http://www.lixoeletronico.org/manifesto

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Coisas que fazem faltar o ar logo cedo....

As vezes fico até receosa para entrar nos portais de notícias em meio ambiente, ou mesmo de abrir meus email's, é cada uma que as vezes penso que estamos puxando água do mar com rodo.... - meu pai já sonhou isso uma vez!rssrsr

Saiu na Folha Online.... em Brasília
Gabriela Guerreiro

Marina Silva pede para Lula vetar MP que legaliza ocupação de terras na Amazônia

Sim, porque aiii sem Marina...
A Senadora Marina Silva pediu hoje ao Presidente Lula uma intervenção para vetar um fragmento da MP que legaliza a ocupação de terras públicas na Amazônia Legal, como a bancada do PT no Senado a apoiou nessa empreitada, ela encaminhou uma carta ao presidente pedindo a revogação de três artigos da MP que trará prejuízos à floresta.
"... mas para que preocupar-se com isso Marina?, é um mundão de mato naquela área...., fala sério...."

Nesta MP, que foi aprovada pelo Senado nesta quarta-feira, há a permissão para a legalização de 67,4 milhões de hectares de terras públicas da União na Amazônia, sendo para doação ou venda sem licitação, até o limite de 1.500 hectares.
Essa medida irá garantir que empresas que ocuparam terras públicas até 2004 tenham direito às propriedades... (inacreditável, a legislação ambiental brasileira ainda vai ser esmagada e reduzida a nada com essas tantas MP's...)
E como se não bastasse.... os donos das propriedades poderão revendê-las após três anos em que houver a concessão de títulos, em casos por exemplo de imóveis médios e grandes (quer ganhar dinheiro?, parece um bom investimentos as terras de lá, não?), já os imóveis pequenos, poderão ser vendidos após dez anos...
O pedido de Marina é para impedir a venda dos terrenos neste período citado e a possibilidade de pessoas que não ocupam diretamente as terras serem beneficiadas. "Um dos artigos amplia extraordinariamente as possibilidades de legalização de terras griladas, permitindo a transferência de terras da União para pessoas jurídicas, para quem já possui outras propriedades rurais e para a ocupação indireta", argumenta Marina.
Outro veto que a Senadora pediu foi ao artigo que facilita a aquisição do terreno, pois basta apenas uma declaração do ocupante da terra(segundo esse artigo da MP) como requisito para sua regularização fundiária, o que Marina quer é que o governo realize vistorias nas propriedades rurais antes de regularizar.
Segundo Marina, a aprovação desta MP pelo Senado representa a "legalização da grilagem" ao não separar "o joio do trigo"....

"O maior problema da MP são as brechas criadas para anistiar aqueles que cometeram o crime de apropriação de grandes extensões de terras públicas e agora se beneficiam de políticas originalmente pensadas para atender apenas aqueles posseiros de boa-fé", afirma Marina.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Código florestal será debatido em audiência pública de 11 comissões permanentes do Senado

Hoje, 29/04 o plenário do Senado realizará uma audiência pública conjunta das 11 comissões permanentes da casa. Os pesquisadores convidados para o debate foram Gustavo Ribas Curcio e Evaristo Eduardo de Miranda, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi quem solicitou a audiência e a prensença dos pesquisadores.
Diante do percentual autorizado para uso agropecuário que é de 30%, os produtores se encontram em situações de ilegalidade em muitas plantações, como por exemplo nas plantações de café em Minas Gerais, que estão situadas em topos de morros, contemplada pela legislação.
Na matéria publicada em:
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, Assuero Veronez “Nenhum outro país segue esse modelo. Na verdade, a propriedade rural não é unidade ambiental, mas sim a bacia hidrográfica. Essa deve merecer a atenção quanto à proteção dos recursos hídricos.”

... será que é por isso que eles já não tem mais florestas e estão desesperados em ficar com a Amazônia???

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Carta de Marina Silva: *MAU SENSO*

EM 2001 , quando o Congresso Nacional estava para alterar o Código Florestal, reduzindo a reserva legal (área de proibição de desmate em cada propriedade rural) na Amazônia, 287 entidades da sociedade civil lançaram na internet a campanha SOS Florestas, para pressionar contra a medida.
O provedor do Senado Federal entrou em colapso: num único final de semana, meu endereço eletrônico recebeu 35 mil mensagens.
O mesmo aconteceu com todos os deputados e senadores. Outra avalanche de e-mails chegou ao Palácio do Planalto. Na comissão, os ruralistas ganharam por 13 a 2 (Fernando Gabeira e eu), porém, antes da votação final em plenário, a pressão foi vitoriosa. O presidente Fernando Henrique, respaldado pela sociedade, retirou o projeto que continha a proposta. Agora, tenta-se uma espécie de "liberou geral", na contramão do combate ao desmatamento. Proposta apresentada pelo ministro da Agricultura quer reduzir a reserva legal na Amazônia, anistiar desmatadores de áreas de preservação permanente como topos de morros, encostas e margens de rios e transformar o zoneamento ecológico-econômico obrigatório em mera peça de "orientação". Também dispensa transgressores de recuperar áreas degradadas e os habilita a receber financiamentos hoje vedados na Amazônia.
Não bastasse, o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) propõe regularização fundiária dissociada do zoneamento e com alto risco de legalizar terras públicas griladas.
Não sobrou nem o bom senso. O mundo enfrenta mudanças climáticas severas; entre nós, Santa Catarina tenta emergir de um desastre provocado, em grande medida, pela imprevidência ambiental, mas o mau senso quer premiar a ilegalidade. É total a contradição com planos do governo (mudanças climáticas, combate ao desmatamento, Amazônia sustentável) e com o discurso do Brasil na conferência de mudança do clima, no qual acertadamente assume metas de redução do desmatamento.
ONGs que participavam de grupo de trabalho informal com os ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e a Frente Parlamentar Ruralista comunicaram a decisão de deixar as discussões. Vêem a proposta do ministro como bomba-relógio para novos casos como o de SC, ao incentivar, na prática, a ocupação de áreas de risco.
O que fazer? A sociedade brasileira não pode permitir tal retrocesso. De várias formas, ela já demonstrou ser sensível à proteção ambiental. Um exemplo são os 41 milhões de protestos contra desmatamentos e queimadas na Amazônia no site Globo Amazônia em apenas três meses de funcionamento. Que essa força se mostre, porque o momento é grave.

contatomarinasilva@ uol.com.br